Santos do Mês de Outubro

Santos do Mês de Outubro
Blog Católico Apostólico Romano - registrar as histórias da vida dos santos do dia que a Igreja venera. "Os santos ensinam, com unanimidade, que o caminho da santidade é “fazer a vontade de Deus”. Isto nos santifica porque nos conforma com Jesus, o modelo da santidade, que, acima de tudo queria fazer a vontade de Deus em todo tempo." Editora Cléofas

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

São Francisco de Assis - 04 de Outubro





Filho de Pedro e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182, na cidade de Assis, Itália. Seu pai era um rico e próspero comerciante. Foi batizado em Santa Maria Maior com o nome de João (Giovanni). Mas quando Pietro Bernardone voltou de uma viagem à França, mudou de ideia e resolveu trocar o nome do filho para Francisco, prestando uma homenagem àquela terra. Segundo a maioria dos biógrafos de São Francisco, o caráter e as qualidades melhores lhe vieram da mãe. Como todo jovem ambicioso de sua época, Francisco desejava conquistar, além da fortuna, também a fama e o título de nobreza. Para tal, fazia-se necessário tornar-se herói em uma dessas frequentes batalhas. No ano de 1201, incentivado por seu pai, ele partiu para uma guerra que os senhores feudais haviam declarado contra a Comuna de Assis.
Entre 1202 e 1205 encontramos um Francisco inquieto. Não é apenas a consequência de uma doença longa e misteriosa. É a inquietude de quem está incerto quanto ao sentido de sua vida. Ele decide ser cavaleiro e vai em nome da honra defender a Igreja e seus interesses, convocados pelo Papa Inocêncio III. Na cidade de Espoleto, sintomas de febre fizeram com que Francisco não pudesse partir. Ali pensou ter ouvido a voz do Senhor, com quem dialogou: “Francisco, o que é mais importante, servir ao Senhor ou servir ao servo? Servir ao Senhor, é claro. Respondeu o jovem. Então, por que te alistas nas fileiras do servo? Senhor, o que quereis que eu faça? Volta a Assis e ali te será dito, diz a Voz”.
Em busca de respostas, decidiu viajar para Roma, isso no ano de 1205. Visitou a tumba do Apóstolo São Pedro e exclamou: “É uma vergonha que os homens sejam tão miseráveis com o Príncipe dos Apóstolos!” E jogou um grande punhado de moedas de ouro, contrastando com as escassas esmolas de outros fiéis menos generosos. A seguir, trocou seus ricos trajes com os de um mendigo e fez sua primeira experiência de viver na pobreza. Voltou a Assis, à casa paterna, entregando-se ainda mais à oração e ao silêncio.
Em 1206, passeando a cavalo pelas campinas de Assis, viu um leproso, repugnante à vista e ao olfato, lhe causando nojo. Mas, então, movido por Deus, colocou seu dinheiro naquelas mãos sangrentas e deu-lhe um beijo. Falando depois a respeito desse momento, ele diz: “O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus”. Pouco depois, entrou para rezar e meditar na pequena capela de São Damião, semidestruída pelo abandono. Estava ajoelhado em oração aos pés de um crucifixo quando uma voz, saída do crucifixo, lhe falou: “Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas”.
Seu Pai se indignava cada vez mais e resolveu exigir que seu filho lhe devolvesse tudo quanto recebera dele, levou perante o bispo para que o julgasse. Francisco, ciente da sentença de Cristo: “Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais que a Mim, não é digno de Mim” (Mt 19,29), sem vacilar um momento se despojou de tudo até ficar nu, jogou os trajes e o dinheiro aos pés de seu pai, e exclamou: “Até agora chamei de pai a Pedro Bernardone. Doravante não terei outro pai, senão o Pai Celeste”. O Bispo, então, o acolheu. Daquele momento em diante, cantando “Sou o arauto do Grande Rei, Jesus Cristo”, afastou-se de sua família e de seus amigos e entregou-se ao serviço dos leprosos, e à reconstrução das Capelas da cidade.
Quando estava quase encerrando a reconstrução da capelinha de Santa Maria dos Anjos, perguntava-se o que faria, o que Deus quereria dele. Então, certo dia, Francisco escutou, durante a missa, a leitura do Evangelho: “sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso …” (Lc 9,3). Tais palavras encontraram eco em seu coração e foram para ele como intensa luz. E exclamou, cheio de alegria: “É isso precisamente o que eu quero! É isso que desejo de todo o coração!” E sem demora começou a viver, como o faria em toda a sua vida, a pura letra do Evangelho. Repetia sempre para si e, mais tarde, também para seus companheiros: “Nossa regra de vida é viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”!
A partir de então, Francisco saiu a pregar percorrendo as vizinhanças e levando o Evangelho. Não tinha intenção nenhuma de adquirir seguidores, somente viver sua vida austera e evangelizar. Porém, logo Bernardo de Quintaval se juntou a ele e pelo caminho juntou-se aos dois Pedro de Catânia. Por três vezes abriram o livro do Evangelho, e as três respostas que encontraram foram as seguintes: “Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres. Depois vem e segue-me” (Mt 19,21). “Não leveis nada pelo caminho, nem bastão, nem alforge, nem uma segunda túnica…” (Lc 9,3). “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Mt 16,24). “Isto é o que devemos fazer, e é o que farão todos quantos quiserem vir conosco” – exclamou Francisco, que subitamente viu brilhar uma luz sobre o caminho que ele e seus companheiros deveriam seguir. Finalmente encontrou o que por tanto tempo havia procurado! Isto aconteceu a 24 de fevereiro de 1208, dando início à fundação da Fraternidade dos Irmãos Menores.
Em 1209, Francisco e seus companheiros foram até o Papa Inocêncio III para pedir a aprovação de seu carisma. Ele ficou maravilhado com o propósito de vida daquele grupo e, especialmente, com a figura de Francisco, a clareza de sua opção e a firmeza que demonstrava. Reconheceu nele o homem que há pouco vira em sonho, segurando as colunas da Igreja de Latrão, que ameaçava ruir. O Papa reconheceu que era o próprio Deus quem inspirava Francisco a viver radicalmente o Evangelho, trazendo vida nova a toda a Igreja. Por isso, deu a seu modo de viver o Evangelho a aprovação oficial. Autorizou Francisco e seus seguidores a pregarem o Evangelho nas igrejas e fora delas.
Francisco inspirou Clara para a santidade, dela surgiu as clarissas. Tomás de Celano diz: “Então, se submeteu toda ao conselho de Francisco, tomando-o como condutor de seu caminho, depois de Deus. Por isso, sua alma ficou pendente de suas santas exortações, e a acolhia num coração caloroso tudo que ele lhe ensinava sobre o bom Jesus. Já tinha dificuldade para suportar a elegância dos enfeites mundanos, e desprezava como lixo tudo que aplaudem lá fora, para poder ganhar a Cristo”.
Todos os anos, de 15 de agosto a 29 de setembro, Francisco tinha o costume de preparar-se com uma quaresma de oração e jejum para a festa de São Miguel Arcanjo. No ano de 1224, ele teve a visão do Serafim alado e recebe os estigmas. Seu estado de saúde piora muito a partir daí. Era final de agosto, em 1226, pede para ser levado à Porciúncula. No dia 3 de outubro, à tarde, Francisco, morreu cantando “mortem suscepit”. No domingo seguinte é sepultado na igreja de São Jorge, na cidade de Assis. No dia 16 de julho de 1228, Francisco foi canonizado pelo Papa Gregório IX. Tornou-se o padroeiro dos animais, pela sua admiração e relação estreita com a natureza. Também foi elevado a padroeiro principal da Itália, em 1939 por Pio XII.
São Francisco de Assis, rogai por nós!

Oração:

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa Paz. Onde houver Ódio, que eu leve o Amor. Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão. Onde houver Discórdia, que eu leve a União. Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé. Onde houver Erro, que eu leve a Verdade. Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança. Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria. Onde houver Trevas, que eu leve a Luz! Ó Mestre, fazei que eu procure mais: consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando, que se recebe. Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna! Amém.

Referências:
franciscanos.org.br
Livro: Um santo para cada dia

Conheça 10 fatos sobre a vida de São Francisco de Assis. Assista ao vídeo!


Fonte: Canção Nova em 2021

São Francisco de Assis, fundador dos Franciscanos

Religioso


Origens 

Filho de Pedro e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182, na cidade de Assis, Itália. Seu pai era um rico e próspero comerciante. Foi batizado em Santa Maria Maior com o nome de João (Giovanni). Mas quando Pietro Bernardone voltou de uma viagem à França, mudou de ideia e resolveu trocar o nome do filho para Francisco, prestando uma homenagem àquela terra.

Ambições

Segundo a maioria dos biógrafos de São Francisco de Assis, o caráter e as qualidades melhores lhe vieram da mãe. Como todo jovem ambicioso de sua época, Francisco desejava conquistar, além da fortuna, também a fama e o título de nobreza. Para tal, fazia-se necessário tornar-se herói em uma dessas frequentes batalhas. No ano de 1201, incentivado por seu pai, ele partiu para uma guerra que os senhores feudais haviam declarado contra a Comuna de Assis.
Entre 1202 e 1205, encontramos um Francisco inquieto. Não é apenas a consequência de uma doença longa e misteriosa. É a inquietude de quem está incerto quanto ao sentido de sua vida. Ele decide ser cavaleiro e vai em nome da honra defender a Igreja e seus interesses, convocados pelo Papa Inocêncio III.

O Encontro e a Renúncia dos Bens

Na cidade de Espoleto, sintomas de febre fizeram com que Francisco não pudesse partir. Ali pensou ter ouvido a voz do Senhor, com quem dialogou: “Francisco, o que é mais importante, servir ao Senhor ou servir ao servo? Servir ao Senhor, é claro. Respondeu o jovem. Então, por que te alistas nas fileiras do servo? Senhor, o que quereis que eu faça? Volta a Assis e ali te será dito, diz a Voz”.
Em busca de respostas, decidiu viajar para Roma, isso no ano de 1205. Visitou a tumba do Apóstolo São Pedro e exclamou: “É uma vergonha que os homens sejam tão miseráveis com o Príncipe dos Apóstolos!” E jogou um grande punhado de moedas de ouro, contrastando com as escassas esmolas de outros fiéis menos generosos. A seguir, trocou seus ricos trajes com os de um mendigo e fez sua primeira experiência de viver na pobreza. Voltou a Assis, à casa paterna, entregando-se ainda mais à oração e ao silêncio.

O Pedido de São Damião

Em 1206, passeando a cavalo pelas campinas de Assis, viu um leproso, repugnante à vista e ao olfato, lhe causando nojo. Mas, então, movido por Deus, colocou seu dinheiro naquelas mãos sangrentas e deu-lhe um beijo. Falando depois a respeito desse momento, ele diz: “O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus”. Pouco depois, entrou para rezar e meditar na pequena capela de São Damião, semidestruída pelo abandono. Estava ajoelhado em oração aos pés de um crucifixo quando uma voz, saída do crucifixo, lhe falou: “Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas”.

Afastamento da Família e dos Amigos

Seu Pai se indignava cada vez mais e resolveu exigir que seu filho lhe devolvesse tudo quanto recebera dele, levou perante o bispo para que o julgasse. Francisco, ciente da sentença de Cristo: “Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais que a Mim, não é digno de Mim” (Mt 19,29), sem vacilar um momento se despojou de tudo até ficar nu, jogou os trajes e o dinheiro aos pés de seu pai, e exclamou: “Até agora chamei de pai a Pedro Bernardone. Doravante não terei outro pai, senão o Pai Celeste”. O Bispo, então, o acolheu. Daquele momento em diante, cantando “Sou o arauto do Grande Rei, Jesus Cristo”, afastou-se de sua família e de seus amigos e entregou-se ao serviço dos leprosos, e à reconstrução das Capelas da cidade.

Viver puramente o Evangelho

Quando estava quase encerrando a reconstrução da capelinha de Santa Maria dos Anjos, perguntava-se o que faria, o que Deus queria dele. Então, certo dia, Francisco escutou, durante a missa, a leitura do Evangelho: “sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso …” (Lc 9,3). Tais palavras encontraram eco em seu coração e foram para ele como intensa luz. E exclamou, cheio de alegria: “É isso precisamente o que eu quero! É isso que desejo de todo o coração!” E sem demora começou a viver, como o faria em toda a sua vida, a pura letra do Evangelho. Repetia sempre para si e, mais tarde, também para seus companheiros: “Nossa regra de vida é viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”!

Não queria seguidores, somente viver sua vida austera e evangelizar

A partir de então, Francisco saiu a pregar percorrendo as vizinhanças e levando o Evangelho. Não tinha intenção nenhuma de adquirir seguidores, somente viver sua vida austera e evangelizar. Porém, logo Bernardo de Quintaval se juntou a ele e pelo caminho juntou-se aos dois Pedro de Catânia.
Por três vezes abriram o livro do Evangelho, e as três respostas que encontraram foram as seguintes: “Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres. Depois vem e segue-me” (Mt 19,21). “Não leveis nada pelo caminho, nem bastão, nem alforge, nem uma segunda túnica…” (Lc 9,3). “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Mt 16,24). “Isto é o que devemos fazer, e é o que farão todos quantos quiserem vir conosco” – exclamou Francisco, que subitamente viu brilhar uma luz sobre o caminho que ele e seus companheiros deveriam seguir.

Fundação da Fraternidade dos Irmãos Menores

Finalmente, encontrou o que por tanto tempo havia procurado! Isto aconteceu a 24 de fevereiro de 1208, dando início à fundação da Fraternidade dos Irmãos Menores.
Em 1209, Francisco e seus companheiros foram até o Papa Inocêncio III para pedir a aprovação de seu carisma. Ele ficou maravilhado com o propósito de vida daquele grupo e, especialmente, com a figura de São Francisco de Assis, a clareza de sua opção e a firmeza que demonstrava. Reconheceu nele o homem que há pouco vira em sonho, segurando as colunas da Igreja de Latrão, que ameaçava ruir.

O Reconhecimento do Próprio Deus na sua Obra

O Papa reconheceu que era o próprio Deus quem inspirava São Francisco de Assis a viver radicalmente o Evangelho, trazendo vida nova a toda a Igreja. Por isso, deu a seu modo de viver o Evangelho a aprovação oficial. Autorizou Francisco e seus seguidores a pregarem o Evangelho nas igrejas e fora delas.

Inspiração de Clara

Francisco inspirou Clara para a santidade, dela surgiu as clarissas. Tomás de Celano diz: “Então, se submeteu toda ao conselho de Francisco, tomando-o como condutor de seu caminho, depois de Deus. Por isso, sua alma ficou pendente de suas santas exortações, e a acolhia num coração caloroso tudo que ele lhe ensinava sobre o bom Jesus. Já tinha dificuldade para suportar a elegância dos enfeites mundanos, e desprezava como lixo tudo que aplaudem lá fora, para poder ganhar a Cristo”.

Páscoa

Todos os anos, de 15 de agosto a 29 de setembro, São Francisco de Assis tinha o costume de preparar-se com uma quaresma de oração e jejum para a festa de São Miguel Arcanjo. No ano de 1224, ele teve a visão do Serafim alado e recebe os estigmas. Seu estado de saúde piora muito a partir daí. Era final de agosto, em 1226, pede para ser levado à Porciúncula. No dia 3 de outubro, à tarde, São Francisco de Assis, morreu cantando “mortem suscepit. No domingo seguinte, é sepultado na igreja de São Jorge, na cidade de Assis.

Via de Santificação

No dia 16 de julho de 1228, São Francisco de Assis foi canonizado pelo Papa Gregório IX. Tornou-se o padroeiro dos animais, pela sua admiração e relação estreita com a natureza. Também foi elevado a padroeiro principal da Itália, em 1939 por Pio XII.

Oração de São Francisco de Assis:

“Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa Paz. Onde houver Ódio, que eu leve o Amor. Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão. Onde houver Discórdia, que eu leve a União. Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé. Onde houver Erro, que eu leve a Verdade. Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança. Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria. Onde houver Trevas, que eu leve a Luz! Ó Mestre, fazei que eu procure mais: consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando, que se recebe. Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna! Amém.”

Minha oração

“Ó grande reformador da Igreja, pai de uma multidão de santos e religiosos, concedei a nós imitar as suas virtudes de caridade, pobreza e castidade, assim como nos espelhar na tua espiritualidade que formou tantas almas. Que o Amor encarnado seja amado! Amém.”

São Francisco de Assis, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 04 de outubro

Em Bolonha, hoje na Emília-Romanha, na região da Itália, São Petrónio, bispo. († c. 450)
- No território da Gália Turonense, na hodierna França, São Quintino, mártir. († s. VI)
- Em Paris, na Gália, hoje na França, Santa Áurea, abadessa, designada por Santo Elígio para presidir ao mosteiro que ele tinha fundado dentro da cidade segundo a regra de São Columbano. († 856)
- Em New Orleans, na Luisiana, nos Estados Unidos da América do Norte, o Beato Francisco Xavier Seelos, presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor. († 1867)
- Em Xaraco, povoação da província de Valência, na Espanha, o Beato Henrique Morant Pellicer, presbítero e mártir. († 1936)
- Perto de Gandia, na mesma província de Valência, o Beato José Canet Giner, presbítero e mártir. († 1936)
- Em Bellrreguart, também na província de Valência, o Beato Alfredo Pellicer Muñoz (Jaime), religioso da Ordem dos Frades Menores e mártir.

Fonte:
- Franciscanos.org.br
- Livro “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa – Luigi Giovannini [Paulus, Roma, 1978]
- Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aquino [Cléofas 2007]
- Martirológio Romano

– Produção e edição: Melody de Paulo

– Oração: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

São Francisco de Assis

São Francisco de Assis
1182-1226
Fundou a Ordem dos Franciscanos
a Ordem dos Capuchinhos
e a Ordem dos Franciscanos Conventuais

Este gigante da santidade era fisicamente de modesta estatura, tinha barbicha rara e escura. E, no plano cultural, ainda mais modesto. Conhecia o provençal, ensinado pelo pai, por ter feito algumas leituras de romances de cavalaria. Era um hábil vendedor de tecidos, ao lado de um pai que lhe enchia a bolsa de moedas. Nas alegres noitadas com os amigos, Francisco não media despesas. Participou das lutas entre as cidades e conheceu a humilhação da derrota e de um ano de prisão em Perúgia.
No regresso, fez-se armar cavaleiro pelo conde Gualtério e esteve a ponto de partir para a Apúlia; mas em Espoleto, “pareceu-lhe ver”, conta são Boaventura na célebre biografia, “um palácio magnífico e belo, e dentro dele muitíssimas armas marcadas com a cruz, e uma voz que vinha do céu: São tuas e dos teus cavaleiros”.
A interpretação do sonho veio-lhe no dia seguinte: “Francisco, quem te pode fazer mais bem, o senhor ou o servo?” Francisco compreendeu, voltou sobre seus passos, abandonou definitivamente a alegre companhia e enquanto estava absorto em oração, na igreja de São Damião, ouviu claramente o apelo: “Francisco, vai e repara a minha Igreja que, como vês, está toda em ruínas”.
O jovem não fez delongas e, diante do bispo Guido — a cuja presença o pai o conduzira à força para fazê-lo desistir —, despojou-se de todas as roupas e as restituiu ao pai.
Improvisou-se em pedreiro e restaurou do melhor modo possível três igrejinhas rurais, entre as quais Santa Maria dos Anjos, dita Porciúncula. Uma frase iluminante do Evangelho indicou-lhe o caminho a seguir: “Ide e pregai... Curai os enfermos... Não leveis alforje, nem duas túnicas, nem sapatos, nem bastão”.
Na primavera de 1208, 11 jovens tinham-se unido a ele. Escreveu a primeira regra da ordem dos frades menores, aprovada oralmente pelo papa Inocêncio III, depois que os 12 foram recebidos em audiência, em meio ao estupor e à indignação da cúria pontifícia diante daqueles jovens descalços e mal-vestidos.
Mas aquele pacífico contestador teve também a solene aprovação do sucessor, Honório III, com a bula Solet annuere, de 29 denovembro de 1223.
Um ano depois, na solidão do monte Alverne, Francisco recebeu o selo da Paixão de Cristo, com os estigmas impressos em seus membros. Depois, ao aproximar-se da “irmã Morte”, improvisou seu “Cântico ao irmão Sol”, como hino conclusivo da pregação de seus frades. Por fim, pediu para ser levado à sua Porciúncula e deposto sobre a terra nua, onde se extinguiu cantando o salmo "Voce mea", nas vésperas de 3 de outubro.
Fonte: Paulinas em 2015

São Francisco de Assis

Filho de comerciantes, Francisco Bernardone nasceu em Assis, na Umbria, em 1182. Nasceu em berço de ouro, pois a família tinha posses suficientes para que levasse uma vida sem preocupações. Não seguiu a profissão do pai, embora este o desejasse. Alegre, jovial, simpático, era mais chegado às festas, ostentando um ar de príncipe que encantava.
Mas mesmo dado às frivolidades dos eventos sociais, manteve em toda a juventude profunda solidariedade com os pobres. Proclamava jamais negar uma esmola, chegando a dar o próprio manto a um pedinte por não ter dinheiro no momento. Jamais se desviou da educação cristã que recebeu da mãe, mantendo-se casto.
Francisco logo percebeu não ser aquela a vida que almejava. Chegou a lutar numa guerra, mas o coração o chamava à religião. Um dia, despojou-se de todos os bens, até das roupas que usava no momento, entregando-as ao pai revoltado. Passou a dedicar-se aos doentes e aos pobres. Tinha vinte e cinco anos e seu gesto marcou o cristianismo. Foi considerado pelo papa Pio XI o maior imitador de Cristo em sua época.
A partir daí viveu na mais completa miséria, arregimentando cada vez mais seguidores. Fundou a Primeira Ordem, os conhecidos frades franciscanos, em 1209, fixando residência com seus jovens companheiros numa casa pobre e abandonada. Pregava a humildade total e absoluta e o amor aos pássaros e à natureza. Escreveu poemas lindíssimos homenageando-a, ao mesmo tempo que acolhia, sem piscar, todos os doentes e aflitos que o procuravam. Certa vez, ele rezava no monte Alverne com tanta fé que em seu corpo manifestaram-se as chagas de Cristo.
Achando-se indigno, escondeu sempre as marcas sagradas, que só foram descobertas após a sua morte. Hoje, seu exemplo muito frutificou. Fundador de diversas ordens, seus seguidores ainda são respeitados e imitados.
Franciscanos, capuchinhos, conventuais, terceiros e outros são sempre recebidos com carinho e afeto pelo povo de qualquer parte do mundo.
Morreu em 4 de outubro de 1226, com quarenta e quatro anos. Dois anos depois, o papa Gregório IX o canonizou. São Francisco de Assis viveu na pobreza, mas sua obra é de uma riqueza jamais igualada para toda a Igreja Católica e para a humanidade. O Pobrezinho de Assis, por sua vida tão exemplar na imitação de Cristo, foi declarado o santo padroeiro oficial da Itália. Numa terra tão profundamente católica como a Itália, não poderia ter sido outro o escolhido senão são Francisco de Assis, que é, sem dúvida, um dos santos mais amados por devotos do mundo inteiro.
Assim, nada mais adequado ter ele sido escolhido como o padroeiro do meio ambiente e da ecologia. Por isso que no dia de sua festa é comemorado o "Dia Universal da Anistia", o "Dia Mundial da Natureza" e o "Dia Mundial dos Animais". Mas poderia ser, mesmo, o Dia da Caridade e de tantos outros atributos. A data de sua morte foi, ao mesmo tempo, a do nascimento de uma nova consciência mundial de paz, a ser partilhada com a solidariedade total entre os seres humanos de boa vontade, numa convivência respeitosa com a natureza.
Fonte: Catolicanet em 2015

São Francisco de Assis, Fundador

Francisco Bernardone nasceu em Assis, Itália, no ano de 1182. Seus pais foram Pietro Bernardone e Madonna Pica. Sendo jovem participou da guerra entre as regiões da Perusia e Assis, em 1202, e na batalha de Collestrada foi tomado prisioneiro e libertado ao ano seguinte. Em 1205 se alistou novamente no exército e partiu para a guerra, mas no trajeto teve um sonho no qual uma voz lhe ordenou voltar e dar outro rumo a sua vida. Então começou sua conversão: afastou-se dos amigos, freqüentou a companhia dos pobres e intensificou a vida de solidão e oração.
Em 1206, à idade de 24 anos, renunciou às riquezas e a sua família, e se transladou à localidade do Gubbio para servir aos leprosos. De volta em Assis, vestiu o hábito de ermitão e trabalhou na restauração das ermidas de São Damião na cidade de Assis, São Pedro e Santa Maria dos Anjos (também chamada a Porciúncula).
Em 1208, enquanto ouvia missa na Porciúncula, escutou o evangelho do envio dos discípulos em missão e descobriu sua vocação evangélica e apostólica. Começou a pregar a paz, a igualdade entre os homens, o afastamento da riqueza, a dignidade da pobreza, o amor a todas as criaturas e a vinda do Reino de Deus. Então  uniram-se a ele os três primeiros companheiros: Bernardo de Quintavalle, Pedro Cattani e Gil de Assi, nascendo a I Ordem Franciscana.
Em 1209 escreveu a primeira Regra da Ordem, que ditava o estilo de vida para os franciscanos. Seus preceitos eram uma vida apoiada no amor, a oração e a paz; votos de pobreza completa, o que incluía renunciar às propriedades; sustento do próprio trabalho ou, em caso necessário, da esmola; e oferecer exemplo de renúncia de si mesmo. Viajou a Roma com seus onze companheiros para reunir-se com o Papa Inocêncio III e conseguiu a aprovação verbal da Regra. A pequena fraternidade escolheu a Porciúncula como o primeiro lar da Ordem. Em março de 1212, na noite do Domingo do Ramos, foi consagrada Clara, dando início a II Ordem Franciscana, também chamada Clarissas ou Damas Pobres. Nesse mesmo ano, Francisco embarcou rumo a Síria para continuar sua obra apostólica no Oriente, mas os ventos contrários fizeram fracassar sua viagem e retornou. Os anos seguintes viajou pela Itália, França e Espanha. Em 14 de maio de 1217, durante o Pentecostes, celebrou-se na Porciúncula o primeiro Capítulo Geral, junta para organizar a seus seguidores em províncias e assinalar lugares específicos de missão. A Ordem se dividiu em doze províncias.
Em 1219 conseguiu viajar ao Oriente, onde foi recebido pelo sultão do Egito, mas teve que retornar apressadamente a Itália devido a problemas surgidos entre seus seguidores. Em 1220 se retirou do governo da Ordem e nomeou como seu Vigário Pedro Catão. Em 1221 fundou a III Ordem, conhecida como Terciários, a que podiam pertencer quem estivesse ligado a ocupações civis, estivessem casados ou simplesmente não pudessem seguir a I Ordem por razões de vocação ou enfermidade. Esse mesmo ano, a organização eclesiástica  solicitou que a Regra escrita há onze anos (chamada primeira Regra) fosse novamente redigida, mais breve. A Regra definitiva foi aceita pelo Capítulo de Pentecostes (junta de religiosos) e aprovada e confirmada mediante bula (documento eclesiástico) pelo Papa Honório III. Em 1224, Francisco passou a quaresma de São Miguel no monte La Berna (nos Montes Apeninos, Itália), a fim de fazer penitência. Ali recebeu em seu corpo as Chagas(estigmas ou sinais) da Paixão de Cristo. Nesse tempo também teve uma grave infecção aos olhos que o deixou quase cego, mas que apesar de  sua condição continuou pregando. Em 1226, seu estado de saúde seguiu piorando progressivamente e foi transferido para Assis. Ao sentir próxima a morte, pediu que o levassem à Porciúncula.
No sábado, 3 de outubro de 1226, por volta das 19 horas, morreu à idade de 44 anos. No dia seguinte, domingo 4 de outubro, seu corpo foi transladado para a Assis e sepultado na igreja de São Jorge. Em 16 de julho de 1228, o Papa Gregório IX canonizou  Francisco de Assis que se tornou Santo.

São Francisco de Assis


Legislador e fundador da Ordem Franciscana

Comemoração litúrgica: 04 de outubro.

Também nesta data: São Petrônio e Santa Amônia.

São Francisco, chamado Seráfico, nasceu em 1182, em Assis, na Itália.  Pela vontade do Pai, Francisco devia dedicar-se à carreira comercial.  De gênio alegre e folgazão, sentia em si um forte pendor para os prazeres do mundo. A educação sólida que recebera, a profunda religiosidade, fizeram-no evitar cuidadosamente as más companhias e desta maneira guardar a inocência.
Dos pobres, era sempre amigo, a ponto de  ter formulado o propósito de nunca despachar um indigente, sem lhe dar uma esmola.  Aconteceu, certa vez,  que um mendigo viesse lhe pedir uma esmola, quando Francisco se achava muito ocupado. Não querendo ser interrompido nos afazeres, negou-lhe o auxílio. Grande, porém,  foi-lhe o arrependimento, quando se lembrou do propósito que fizera. Imediatamente largou o serviço, correu atrás do pobre e deu-lhe boa esmola.  Nesta ocasião, fez o voto de nunca negar auxílio a um pobre que lhe pedisse.   Deu-se um dia, o caso de Francisco não ter consigo meios para dá-los a um mendigo. Resolutamente tirou o manto novo e trocou-o pelos farrapos do pobre. Dando um passeio a  cavalo, aconteceu que um leproso lhe estendesse a mão, pedindo-lhe esmola.  Francisco apeou e deu ao pobre uma moeda.  Ao ver a mão do leproso, teve um arrepio de  horror e nojo. Envergonhado desta fraqueza, tomou a mão do leproso e beijou-a ternamente.
Pouco a pouco se formou em Francisco o desejo de desfazer-se de  tudo o que é do mundo, procurar a solidão e entregar-se à oração. De um lado, sentia em si o impulso da graça;  de outro lado o chamavam o mundo, a família, a sociedade.  Longo tempo ficou Francisco na indecisão, sem saber por que caminho enveredar. Em fervidas orações, pediu a Deus que o esclarecesse e guiasse. Finalmente, lhe pareceu mais acertado largar o mundo. O primeiro a quem comunicou esta resolução, foi o reitor da igreja de São Damião, ao qual pediu o aceitasse como companheiro. Este consentiu. Não assim o pai de Francisco que,  tendo conhecimento da resolução do filho, protestou veementemente contra tal idéia; chegou a maltratá-lo fisicamente  e obrigou-o, na presença do bispo de  Assis a renunciar todos os  bens.   Francisco não só se prontificou a  isto, mas tirou as vestes, entregou-as ao pai, dizendo:  Até este dia vos chamei de pai.  Agora, poderei dizer com toda razão: “Pai Nosso que estais nos céus, porque só nele pus a minha única esperança”.


Por diversas vezes ainda Deus mostrou a Francisco sua vontade relativamente à vocação, até que um dia, assistindo Francisco à  Santa Missa, ouviu estas palavras:  “Não deveis possuir nem ouro, nem prata e  não ter nas vossas  cintas  dinheiro como propriedade vossa, nem tampouco bolsa para o caminho, nem calçado, nem bordão” (Mt.  10, 9-10).  Conheceu claramente que esta era a regra que Deus lhe dera para observar. Acabada a missa, deu aos pobres o dinheiro que ainda possuía, tirou os sapatos, vestiu-se de grosso hábito, cingiu-se de áspero cordão e tomou a resolução de viver em pobreza apostólica.  Transformando assim em penitente público, procurou os centros da cidade, pregando por toda a parte a necessidade da  penitência. Tão eloqüente era o seu apelo, que pecadores se converteram e  outros se  ofereceram para acompanhá-lo neste novo estado de vida.  O número destes companheiros cresceu inesperadamente. Quando eram doze, Francisco mandou-os  para as aldeias e cidades, com a ordem de pregar penitência. Em vez de dar-lhes dinheiro para a viagem, recomendou-lhe a palavra do salmista, que diz:  “Entrega ao Senhor teus cuidados e ele te sustentará”. Deu-lhes também uma norma de vida por ele composta. Esta primeira regra, teve  inicialmente a recusa da Santa Sé.  Ocorre que o Papa Inocêncio III,  teve uma misteriosa visão,  onde  São Francisco, apoiava com seu corpo frágil e  debilitado,  toda a estrutura da Igreja, que ameaçava desabar em ruínas.  Diante disso, a  regra obteve aprovação verbal do Papa, em 1209.  As regras, porém, seriam promulgadas definitivamente, através de bula papal firmada em 1221 pelo Papa Honório III.
Francisco e seus companheiros fizeram votos solenes diante do Sumo Pontífice, o qual o nomeou superior da nova Ordem.
É esta a origem da célebre Ordem Franciscana, hoje dividida em muitas famílias monásticas, as quais, todas animadas pelo espírito do Fundador, tanto bem fizeram e ainda fazem no mundo inteiro, trabalhando pela glória de Deus e a  salvação das almas.
Obtida a aprovação da regra, Francisco voltou para Assis, onde fixou residência numa casa pobre e abandonada, próxima  da Igreja chamada  Porciúncula. Lá morou Francisco muitos anos, entregue inteiramente a uma vida toda de Deus. Desta casa de Porciúncula, enviava companheiros como missionários da penitência, da mortificação e do desprezo do mundo e  dizia-lhes: “Não vos incomodeis  com o conceito dos homens, que vos desprezam como loucos e tolos. Pregai penitência em toda a simplicidade, confiando naquele que venceu o mundo pela humildade. É Ele, é seu Espírito que fala por vossa boca.  Não troqueis o reino do céu por algumas vantagens temporais e não desprezeis a quem não vive como vós.  Deus  é Senhor deles como vosso, e fácil lhe é chamá-los a si por outros caminhos.”
Os Beneditinos, a quem pertencia a igrejinha e o terreno adjacente, deram-nos a Francisco e  aos companheiros para a construção dum pequeno convento,  e  Francisco aceitou o presente com muita satisfação.
O maior cuidado do Santo, era dar aos companheiros e  discípulos uma sólida educação religiosa, como era necessário a homens que se destinavam a ser instrumentos na mão de Deus, para a salvação das almas. Em todas as virtudes lhes servia de  exemplo, o mais perfeito.  A penitência que a  outros pregava e que queria que pelos seus fosse pregada, teve em Francisco o principal representante. Raras vezes tomava comida cozida e, tomando-a estragava-lhe o gosto, misturando-a com cinza ou água. Além dos quarenta dias do jejum quaresmal, intercalava Francisco um outro jejum equivalente, que começava depois da Epifania.   De jejum eram os dias entre as  festas de S. Miguel e de outros santos Anjos eram acompanhadas de jejuns quadragesimais.
Servia-lhe  de leito o chão, fazendo uma pedra ou toco, às vezes dum travesseiro. O hábito era de fazenda grosseira. Todos os dias sujeitava o corpo à dura flagelação. A intenção em todas as mortificações era de fazer penitência pelos pecados cometidos e precaver-se da faltas futuras, bem como para defender-se contra tentações impuras. Acometido uma vez de tentações fortíssimas contra a pureza, o santo homem revolveu-se na neve, a ponto de perder a sensibilidade.
A humildade de Francisco não era menor que seu espírito de penitência. Não tolerava palavra em seu louvor.  “Não elogieis a  ninguém, enquanto não se lhe souber o seu fim. Ninguém é nada mais e nada menos do que é aos olhos de Deus”.
Perguntado por um dos companheiros sobre o conceito que de si próprio fazia, respondeu:  “Julgo não haver no mundo pecador mais indigno que eu”;  e continuou:  “Se Deus, em sua misericórdia tivesse dado ao homem mais perverso as graças que se dignou proporcionar a mim, não duvideis que este homem seria muito mais grato e piedoso do que eu”. Foi ainda por humildade que se deteve na ordenação sacerdotal, porque se julgava indigno de ser sacerdote.  Tratava os sacerdotes com todo o respeito e dizia:  “Se ao mesmo tempo  me encontrasse com um Anjo e um sacerdote, eu beijaria em primeiro lugar a mão deste e depois cumprimentaria o Anjo.  Devo mais respeito àquele que segura nas mãos o Corpo Santíssimo de Jesus Cristo."
Que dizer da pobreza que o santo homem observava e dos seus exigia que observassem? Do seu amor a Deus e ao próximo? Da sua devoção à Sagrada Paixão e Morte  de Jesus Cristo, à Santíssima Virgem e a outros Santos, e das demais virtudes, cujos exemplos são tão numerosos, que se encheriam  livros  narrando-os?
Depois da conversão, Francisco renunciou a toda sorte de propriedade.  Sentia prazer em não possuir coisa alguma e sofrer o sacrifício da pobreza.
“A pobreza – dizia – é o caminho da salvação, o fundamento da humildade, a raiz da perfeição. Produz frutos escondidos, mas que se multiplicam de mil maneiras”. A pobreza era sua senhora, rainha, mãe e esposa. A Deus pedia instantemente que fosse sua herança e privilégio.
Na oração,  nos transportes do amor, não achava outra expressão, a não ser esta:  “Meu Deus e meu tudo!” Conversando sobre Deus, refletia-se-lhe no semblante a mais pura alegria. O amor ao próximo impelia-o a servir aos doentes, a socorrer os necessitados, a consolar os aflitos. O desejo de converter os infiéis, de derramar o sangue por amor de Deus, levou-o a  empreender penosa viagem até à Síria e apresentar-se ao Sultão de Icônia, como pregador de penitência.
A devoção a Francisco  à Sagrada Paixão e morte de Nosso Senhor foi tão extraordinária, que Deus quis recompensá-lo com um milagre inaudito.  Dois anos antes da morte, Francisco praticou, segundo o costume, o jejum quaresmal em preparação à festa de S. Miguel, e para este fim se retirara ao Monte Alverne. No dia da exaltação da Santa Cruz,  arrebatado em êxtase,  viu que do céu descia um luminoso Serafim.  O Anjo tinha seis asas e Francisco reconheceu nele a figura de Nosso Senhor crucificado, com as  cinco chagas.  Ao mesmo tempo, o Santo homem  sentiu no lado, nas mãos e nos pés chagas iguais,  que destilavam umas  gotas de sangue. Estes sinais ficaram até a morte. Embora Francisco procurasse escondê-las cuidadosamente,  não o conseguiu.  Foram-lhe vistas no corpo, vivo e morto. Estas chagas causaram-lhe grandes dores, mas Francisco julgou-se venturoso em poder sofrer com o Salvador (*)
Dois anos depois desta visão, Francisco caiu gravemente doente. Sentindo a morte aproximar-se, fez se transportar para a igreja de Porciúncula onde, deitado sobre o chão, recebeu com muita devoção os santos Sacramentos, entregando logo depois a alma a Deus.
Antes de expirar, recomendou aos irmãos da Ordem a fiel observância da regra e dando-lhes a bênção, disse:  “Ficai firmes no temor de  Deus e nele perseverai! Bem-aventurados aqueles que perseveram na obra começada. Vou para Deus e  recomendo-vos à sua benevolência”.
Tendo assim falado, quis que lhe lessem os capítulos da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo, do Evangelho de São João. Terminada esta leitura, começou ele mesmo a recitação do Salmo 141, até as palavras: “Tirai a nossa alma do cárcere, para que eu louve o Vosso nome. Os justos, estão à minha espera, para que me deis a recompensa!” Foram-lhe estas as últimas expressões.
São Francisco morreu no ano de 1226, na idade de 45 anos. Muito antes tivera a revelação do perdão completo dos seus pecados. Em outra ocasião, lhe foi assegurada sua eterna salvação. Embora estas revelações lhe servissem de grande consolo, nem por isto quis atenuar o rigor da penitência e deixar de chorar os pecados.  “Suposto que tivesse cometido o mais leve pecado e  isto só uma vez, motivo teria de sobra de chorá-lo toda a minha vida”.
Muitos e grandes milagres fez São Francisco antes e depois da morte. O Papa Gregório IX canonizou-o, em 16 de julho de 1228.
O corpo de São Francisco repousa debaixo do altar-mor da catedral de Assis. Por uma permissão especial de Deus, aconteceu que, durante seis séculos ficasse ignorado o jazigo das santas relíquias. Em 1818 foram encontradas e autenticamente reconhecidas.
Reflexões:
A Regra e o testamento de São Francisco revelam uma sabedoria cujo conhecimento o nosso tempo parece ter perdido, tanto na vida pública, como no seio da família: A sabedoria da humildade, da simplicidade, do desprendimento e da fé em Deus. Os homens do século atual muito pouco tem destas virtudes.  O que se vê é orgulho, vaidade, rixas, amor ao dinheiro e competição acirrada por poderes e prazeres temporais. São ilusões passageiras de breve duração, que podem comprometer a alma para sempre. É este o motivo porque a vida religiosa no serviço de Deus, não se eleva a um nível mais alto, como a vemos no século de S. Francisco e nos séculos subseqüentes. Forçosamente havemos de voltar à simplicidade de são Francisco e do seu tempo, para entrarmos no reino dos céus.  Foi esta simplicidade, esta humildade , que deu a São Francisco e aos seus companheiros tanto poder sobre as almas, e grandes santos à Igreja.
Entregar-se inteiramente a Deus é o que o exemplo de São Francisco nos ensina. Significativo é o fato de São Francisco, no leito de morte,  se ter lembrado de uma obra de caridade que fizera a um pobre leproso, obra de que lhe veio muito consolo e satisfação. Esse gesto de caridade, foi decisivo para a vida do santo. Foi a prova da sua vocação, de sua santidade, de sua grandeza. Francisco entregou-se a Deus. Foi sua felicidade. Como Deus respondeu a esta confiança? Francisco, que não chegou a ser sacerdote, diácono apenas, funda uma nova ordem. Ordem sem semelhante na história. Ordem cuja atividade deixou traços indeléveis na história dos povos. Sua personalidade empolga todas as gerações, todas as camadas sociais. Papas, Imperadores, Reis o procuravam e lhe pediam conselho.  O Soberano do mundo islamístico era seu admirador; o povo aclamava-o;  sua chegada a uma cidade, a um povoado, era uma festa e em triunfo era recebido pelo clero e  pela  população;  crianças o festejavam e lhe atiram pétalas de flores. Sentia-se feliz quem conseguia apanhar um olhar seu, ouvir uma palavra da  sua boca e beijar seu humilde hábito. Possuidor de uma ternura muito grande aos seres e  todas as criaturas, era reconhecido, nessas características,  até pelos animaizinhos,  dos quais tornou-se amigo e protetor. Ficou célebre a história de uma aldeia, que recorreu à São Francisco, porque um lobo feroz e faminto aterrorizava toda a população local. São Francisco dirigiu-se à cidade e em alta voz chamou o lobo que,  aproximando-se, fez referência e estendeu-lhe a pata, após Francisco ter-lhe repreendido e pedido que não mais incomodasse os moradores locais.
Realmente, São Francisco deixou um rastro de santidade que percorreu os séculos. Com sua  humildade e  exemplo, construiu, no seio da Igreja,  uma base religiosa muito concreta e firme, provocando mudanças eficazmente avassaladoras nos setores doentes do mundo cristão da época. Hoje, mais do que nunca, precisamos resgatar os valores cristãos, espelhando-nos no santo exemplo de Francisco de Assis.
(*) A existência das chagas misteriosas no corpo de São Francisco, é um fato que exclui qualquer dúvida de fraude ou engano.  O vigário geral da Ordem Franciscana, logo depois da morte do Fundador,  em circular a todos os  membros da Ordem,  faz menção das chagas. Lucas de Tuy, bispo espanhol, na obra contra os albingenses, escrita em 1231,  fala das chagas de São Francisco como de um fato testemunhado por grande número de pessoas do estado laical e clerical, e cita a biografia do Santo, composta por Tomás Celano, discípulo e companheiro de São Francisco.  Em uma bula de 1231, dirigida aos boêmios, que punham em dúvida a  estigmatização de São Francisco, o Papa Gregório declara a autenticidade da mesma, como um fato testemunhado por ele mesmo e muitos cardeais.  O Papa Alexandre IV declara, num discurso por ele feito em 1254,  ter visto pessoalmente os estigmas no corpo de S. Francisco. Cinqüenta franciscanos, Santa Clara e todas as suas irmãs, viram  no corpo de São Francisco as chagas e beijaram-nas. São Boaventura, que em 1261 escreveu a  vida de São Francisco, confirma o fato de muitos irmãos e alguns cardeais, terem visto muitas vezes as chagas de São Francisco.
Fonte: Página Oriente em 2015

São Francisco de Assis

NascimentoNo ano de 1182
Local nascimentoAssis (cidade medieval da Itália)
OrdemFundador da Ordem Franciscana
Local vidaAssis
EspiritualidadeSão Francisco é, sem dúvida, uma das mais atraentes personalidades da história; homem sem fronteiras que tem a simpatia de muitos: católicos e não católicos. O pai, notável comerciante, ambicionava que seu filho continuasse o mesmo rumo; o de um grande comerciante. Mas Francisco, de gênio alegre e folgazão, não gostava de comercializar e sim sentia em si um forte pendor para os prazeres do mundo. Somente a educação sólida e a profunda religiosidade que recebera de sua piedosa mãe fizeram-no evitar cuidadosamente as más companhias. Quando jovem, sonhou com as glórias militares. Participou de uma guerra entre a cidade de Assis e a vizinha cidade de Perusa mas acabou sendo preso e colocado na cadeia onde sofreu por um ano. Quando estava pensando em outra aventura militar, sentiu repentina crise de consciência que lhe questionava a validade das ações militares. Retornou a sua cidade natal e, aos poucos foi amadurecendo nele uma radical conversão: Deus o chamava, não às glórias de um militar, nem à ambição do comércio mas à imitação radical da pobreza, num tempo em que a sociedade estava naufragada no materialismo e ambição. Começou pela prática do amor profundo para com os pobres; fazendo o propósito de nunca lhes negar esmola ou auxílio. Certa vez Francisco não tinha consigo meios para ajudar a um mendigo. Resolutamente tirou o manto novo e trocou-o pelos farrapos do pobre. Depois, num passeio a cavalo, um leproso estendeu-lhe a mão, pedindo-lhe esmola. Francisco deu uma generosa ajuda mas ao ver a mão do leproso sentiu horror e nojo. Envergonhado, porém, por esta fraqueza, tomou a mão do doente e a beijou ternamente. Pouco a pouco foi formando em Francisco o desejo de desfazer-se de todas as vaidades do mundo e procurar a solidão, a oração a penitência. O pai de Francisco, não suportando a escolha do filho, chegou a maltratá-lo duramente, levando-os após à presença do bispo de Assis, a fim de deserdá-lo. Com certeza, dessa forma, Francisco poderia desistir de sua escolha. Mas Francisco ainda tirou suas vestes, entregou-as ao pai, dizendo: "Até este dia vos chamei de pai. Agora poderei dizer com toda a razão: "Pai nosso que estais nos céus, porque só nele pus minha esperança". Vestiu um grosso hábito, cingiu-se de áspero cordão, e tomou a resolução de viver em pobreza apostólica. Inicialmente foi encarado como um louco mas, aos poucos, a simpatia e a admiração de muitos lhe passaram a ser demonstradas. Outros amigos resolveram partilhar dessa sua aventura espiritual. Com doze companheiros, escolheu como residência uma velha capelinha fora dos muros de Assis, chamada "Porciúncula". Aí deu início, quase sem querer ou saber, ao extraordinário movimento franciscano, que mais tarde se articulou em três Ordens. A Ordem Terceira destinava-se aos leigos que desejavam viver no mundo o espírito de pobreza evangélica adaptada ao próprio estado de vida. A Regra que ele deixou era simples: "A pobreza, dizia, é o caminho da salvação, o fundamento da humildade, e a raiz da perfeição. Produz frutos escolhidos, mas que se multiplicam de mil maneiras. Não vos incomodeis com o conceito dos homens que vos desprezam. Pregai a penitência com toda simplicidade, confiando naquele que venceu o mundo pela humildade". Dois anos antes da morte, Deus selou, por assim dizer, sua ânsia de semelhança com Jesus Cristo, através dos estigmas: isto é, a reprodução no seu corpo dos sinais da paixão e morte de Cristo. Seus últimos anos de vida foram atormentados por várias doenças que culminaram na quase total cegueira. Foram 21 anos vividos em total conversão.
Local morteAssis
Morte3 de outubro de 1226, aos 44 anos de idade
Fonte informaçãoEditora Vozes e Santo de Cada Dia
OraçãoÓ glorioso São Francisco, santo da simplicidade, da alegria e do amor, que no céu contemplais as infinitas perfeições de Deus, lançai sobre nós um olhar cheio de benignidade, e socorrei-nos nas nossas imperfeições espirituais e temporais. Rogai ao Criador que nos conceda as graças que tanto solicitamos, para melhor merecê-las, inflamai o nosso coração de amor à Deus e aos nossos irmãos.
DevoçãoÀ prática da caridade, depojamento dos bens materiais
PadroeiroDas aves, animais, pessoas carentes
Outros Santos do diaOutros santos do dia: Pedro (mártir); Crispo, Caio, Fausto, Eusébio (presb.); Queremão, Lúcio (diac); Marcos, Marciano, Quintino, Audato e Calístenes, Isidoro e Bonifácio (márts); Petrônio, Joaquim e Hileroteu (bispo).
Fonte: ASJ em 2015

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