Santos do Mês de Outubro

Santos do Mês de Outubro
Blog Católico Apostólico Romano - registrar as histórias da vida dos santos do dia que a Igreja venera. "Os santos ensinam, com unanimidade, que o caminho da santidade é “fazer a vontade de Deus”. Isto nos santifica porque nos conforma com Jesus, o modelo da santidade, que, acima de tudo queria fazer a vontade de Deus em todo tempo." Editora Cléofas

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

São Carlo Acutis - 12 de Outubro

São Carlo Acutis. | Crédito: ACI Digital.

Hoje é dia de são Carlo Acutis, o ciberapóstolo da Eucaristia - 12 de Outubro

A Igreja recorda hoje, (12) são Carlo Acutis, que morreu em 2006, aos 15 anos, de leucemia. Durante a doença, ofereceu seu sofrimento pelo Senhor, pelo papa e pela Igreja. Costumava dizer a Eucaristia era a sua autoestrada para o céu e é chamado “ciberapóstolo da Eucaristia”.
“A sua vida é um modelo particularmente para os jovens, a não encontrar gratificação somente nos sucessos efêmeros, mas nos valores perenes que Jesus sugere no Evangelho, ou seja, colocar Deus em primeiro lugar nas grandes e pequenas circunstâncias da vida, e para servir aos irmãos, especialmente os considerados últimos”, disse o cardeal Agostino Vallini, na homilia pela beatificação de Carlo Acutis, em 10 de outubro de 2020, em Assis (Itália).
Estas palavras, pronunciadas pelo cardeal Vallini, sintetizam algo essencial na vida cristã e que Carlo soube viver muito bem: o centro da nossa vida deve ser Deus. Quando fazemos de Cristo "a pedra angular", a santidade se torna possível.
Carlo Acutis nasceu em 3 de maio de 1991 em Londres (Inglaterra), onde trabalhavam seus pais, Andrea Acutis e Antonia Salzano, ambos italianos. Meses depois de seu nascimento, seus pais decidiram retornar à Itália e se estabelecer com ele em Milão.
Desde muito jovem, Carlo demonstrou um carinho especial por Deus e uma sensibilidade singular para conhecer a fé, apesar de seus pais não serem particularmente devotos naquela época. Esse amor pelo Senhor não parava de crescer e se fortalecia na adolescência, quando Carlo foi diagnosticado com leucemia. Naquele momento, longe de se desesperar, Carlo expressou sua vontade de oferecer seus sofrimentos “pelo Senhor, pelo Papa e pela Igreja”. Esse desejo, que revelou profunda maturidade espiritual em seus curtos 15 anos, era a expressão de um coração que desde a mais tenra infância foi tomando a forma do coração de Cristo.
São abundantes os testemunhos da alegria de Carlo, da sua força, da sua preocupação pelo bem dos que o rodeavam, da sua sensibilidade e empatia com os colegas – especialmente se fossem maltratados – ou com os pobres, a quem atendeu várias vezes, sozinho ou com seus amigos. Muitos ficavam impressionados com a naturalidade com que Cario abordava qualquer pessoa que estivesse sofrendo; ele queria se assegurar sempre de que Deus estivesse em suas vidas e os aliviasse material e espiritualmente.
Carlo foi chamado de "ciberapóstolo da Eucaristia", "apóstolo dos millennials" e, recentemente, "apóstolo da Internet", e há razões para isso. Carlo foi um promotor dos milagres eucarísticos no ciberespaço. Criou um site com essa finalidade, onde escreveu coisas belas como estas: “quanto mais frequente for a nossa recepção da Eucaristia, mais seremos como Jesus. E nesta terra poderemos experimentar o Céu”. Sem dúvida, palavras que revelam a sã compreensão que tinha das novas tecnologias e sua utilidade na evangelização. Diz-se também que gostava de videogames e que tinha até um PlayStation 2, que por sua própria decisão usava somente aos domingos durante uma hora.
Todo santo é filho de seu tempo, mas, ao mesmo tempo, é alguém que questiona as condições de seu tempo. O que pode ser dito sobre Carlo Acutis só pode ser entendido desta forma. Viveu como um menino comum do final do século XX – passeava, brincava, estudava, ajudava em casa, divertia-se com os amigos e a família – mas se focou no eterno, n melhor parte, sem se deixar levar pela corrente. Teve contato frequente com a Eucaristia – na oração diante do Santíssimo Sacramento e na comunhão frequente – e uma bela relação com a Virgem Maria. Carlo ia à missa várias vezes por semana e gostava de rezar o terço todos os dias. Era um jovem forjado na oração que não se perdia no “turbilhão” do mundo de hoje. Repetia constantemente: "A Eucaristia é minha autoestrada para o céu”.
Carlo morreu em 12 de outubro de 2006, dia de Nossa Senhora Aparecida. Foi sepultado em Assis, a seu pedido, pelo grande amor que nutria por são Francisco. Sua causa de beatificação foi aberta em 2013. Foi declarado venerável em 2018 e beatificado em 10 de outubro de 2020.
O milagre que tornou possível a beatificação de Carlo aconteceu no Brasil. Graças à sua intercessão, o menino Matheus foi curado de uma malformação congênita conhecida como pâncreas anular. Esta condição impede a correta ingestão e digestão dos alimentos, atrapalha a nutrição e impede o crescimento de uma pessoa, causando também graves desconfortos.
A mãe de Matheus ouviu falar de Carlo Acutis por meio de um padre amigo e se dedicou a pedir a intercessão de Carlo pela cura de seu filho. O milagre aconteceu depois que Matheus venerou uma das relíquias do beato que chegou ao Brasil em 2013.
Carlo foi canonizado em 7 de setembro de 2025 pelo papa Leão XIV.

https://www.acidigital.com/noticia/49866/hoje-e-dia-de-sao-carlo-acutis-o-ciberapostolo-da-eucaristia

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Santo André de Soveral e os 30 companheiros mártires - 03 de Outubro

Mártir
Origens

A evangelização no Rio Grande do Norte, estado do nordeste do Brasil, começou em 1597. Iniciaram com a catequese dos índios e com a formação das primeiras comunidades cristãs. Tudo isso, graças aos missionários jesuítas e padres diocesanos do Reino Católico de Portugal.
Nas décadas seguintes, houve desembarques naquelas terras de franceses e holandeses. Vieram para o Brasil, com o intuito de expulsar os portugueses dos lugares colonizados. Em 1630, os holandeses conseguiram seu objetivo, estabelecendo-se na região Nordeste do Brasil.
Eles, de confissão calvinista e acompanhados de seus párocos, provocaram forte conflito na região. A princípio de forma pacífica, devido à restrição da liberdade de culto aos católicos. A partir daquele momento, passaram a ser perseguidos.

“Mártires, durante a missa dominical. Prisioneiros, junto com o pároco, torturados e mutilados”

São André de Soveral

O padre André de Soveral, pároco de Cunhaú, nasceu por volta de 1572 em São Vicente, na ilha de Santos; aos 21 anos ingressou na Companhia de Jesus. Ao final dos estudos, foi enviado para Olinda, em Pernambuco. Especificamente ao centro missionário de catequese dos índios de toda a vasta região. A partir de 1607, tendo deixado os jesuítas, o encontramos como membro do clero diocesano e pároco de Cunhaú: na época do martírio tinha 73 anos.

Páscoa

O Primeiro Momento  Martírio

No domingo, 16 de julho de 1645, enquanto celebrava a missa na capela local, apareceu Jacó Rabe. Ele anunciou importantes comunicações das autoridades governamentais. Logo após a consagração, uma legião de soldados holandeses, acompanhados de índios das tribos Tapuias e Potiguari, todos armados, invadiu o local sagrado, trancou suas portas e atacou ferozmente os fiéis indefesos. Padre André de Soveral, obrigado a interromper a celebração, conseguiu entoar as orações dos moribundos com os fiéis. Todos eles foram mortos à espada, exceto cinco fiéis portugueses que foram feitos reféns. Os assassinos roubaram roupas e objetos dos cadáveres, depois os destruíram. Os católicos mortos em Cunhaú tinham ao todo mais de sessenta anos, mas deles só se sabe o nome do pároco e do leigo Domingo Carvalho.

O Segundo Momento do Martírio

O segundo momento do martírio ocorreu cerca de três meses depois. Em 3 de outubro de 1645, em Uruaçu, dentro da paróquia Nossa Senhora da Apresentação, liderada pelo padre Ambrósio Francisco Ferro.
Tomados pelo terror do que aconteceu em Cunhaú, os católicos de Natal tentaram fugir, em segurança, em abrigos improvisados, mas em vão. Presos, juntamente com o pároco padre Ambrósio Francisco Ferro, foram transferidos para perto de Uruaçu. Ali, eles esperavam os soldados holandeses e cerca de 200 índios sob o comando do líder indígena Antonio Paraopaba, que, tinha um verdadeiro aversão aos católicos. Os fiéis e seu pároco foram terrivelmente torturados e deixados para morrer em meio a mutilações desumanas. Os cronista da época ficaram horrorizado ao descrever em detalhes.

Via de Santificação

Dos numerosos fiéis mortos por causa da fé, em 16 de julho e 3 de outubro de 1645, e para os quais se manifestou imediatamente uma sólida reputação de martírio, infelizmente, apenas 30 puderam ser identificados com certeza.
A história do martírio do Padre André de Soveral e do Padre Ambrósio Francisco Ferro, do leigo Mateus Moreira e dos seus vinte e oito Companheiros, beatificados pelo Santo Padre João Paulo II, em 5 de março de 2000. Foram canonizados pelo Sumo Pontífice, Papa Francisco, no dia 15 de outubro de 2017.

Minha oração

“Aos mártires que entregaram a sua vida em testemunho da fé na terra de Santa Cruz, rogamos que nunca falte a fé para o nosso povo, nunca nos falte a esperança no Cristo e em sua glória, assim como a misericórdia para a nossa salvação na vida futura. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Santo André de Soveral e companheiros mártires, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 03 de outubro

- Comemoração de São Dionísio Areopagita, que se converteu a Cristo quando o Apóstolo São Paulo falou no Areópago e foi constituído primeiro bispo de Atenas.
- Em Roma, no cemitério de Ponciano, junto à Via Portuense, Santa Cândida, mártir. († data inc.)
- Em Alexandria, no Egito, a comemoração dos santos Fausto, Caio, Pedro, Paulo, Eusébio, Queremão, Lúcio e outros dois, que, no tempo do imperador Décio e do imperador Valeriano, por ordem do prefeito Emiliano, sofreram muito, juntamente com o bispo Dionísio, como confessores da fé; a eles se associa Fausto, que sofreu o martírio no tempo do imperador Diocleciano.(† s. III/IV)
- Em Mayuma, na Palestina, a comemoração de Santo Hesíquio, monge, que foi discípulo de Santo Hilarião e seu companheiro de peregrinação. († s. IV)
- Comemoração de São Maximiano, bispo de Bagai, na Numídia. († c. 410)
- Em Toulon, na Provença, região da Gália, agora na França, São Cipriano, bispo, discípulo de São Cesário de Arles. († d. 543)
- Na Saxónia, território da atual Alemanha, os santos mártires de nome Evaldo, um chamado Negro e o outro Branco, ambos presbíteros naturais da Inglaterra, foram presos pelos pagãos e padeceram o martírio.(† 695)
- No mosteiro de Metten, na Baviera, atualmente na Alemanha, o Beato Utão, fundador e primeiro abade. († 802)
- No território de Namur, na Lotaríngia, na atual Bélgica, São Gerardo, primeiro abade do mosteiro de Brogne, por ele mesmo fundado. († 959)
- Em Chur, no território dos Helvécios, hoje na Suíça, o Beato Adalgoto, bispo, discípulo de São Bernardo em Claraval. († 1160)
- Nas margens do rio Uruaçu, próximo de Natal, cidade do Brasil, os beatos Ambrósio Francisco Ferro, presbítero, e seus companheiros, mártires. († 1645)
- Em Madrid, na Espanha, o Beato Crescêncio Garcia Pobo, presbítero da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir. († 1936)
- Em Barcelona, na Espanha, o Beato Eufrosino Maria (José Luís Raga Nadal), religioso da Ordem dos Carmelitas e mártir. († 1936)

Fonte:
- Causesanti.va
- Martirológio Romano
- Santiebeati.it
- Vatican.va

– Produção e edição: Melody de Paulo

– Oração: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

terça-feira, 11 de outubro de 2016

São Luis Beltrão, Confessor - 09 de Outubro


Nasceu em Valência, Espanha, em 1526. Desde muito menino se caracterizou por sua humildade e obediência. Aos 18 anos ingressou na Ordem do São Domingos e em 1547 foi ordenado sacerdote por Santo Tomás de Villanueva.
Cinco anos depois foi nomeado professor dos noviços. Como professor São Luis era muito estrito e severo, e se preocupava por que seus alunos renunciassem sinceramente ao mundo e se unissem perfeitamente a Deus.
Em 1562, São Luis Beltrán foi enviado a pregar o Evangelho aos indígenas da América e chegou ao porto de Cartagena, Colômbia. Só falava espanhol mas Deus lhe concedeu o dom de línguas, profecia e milagres.
Também trabalhou em Tubera, Paluato, Cipacoa e Portavento. Durante seu trabalho na América converteu  milhares de indígenas, do istmo do Panamá até nas ilhas do Caribe. Vários anos depois, em 1569, retornou à Espanha onde se dedicou à formação dos novos missionários encarregados de continuar sua tarefa evangelizadora na América.
Depois de uma dolorosa enfermidade São Luis Beltrán, padroeiro da Colômbia, morreu em 9 de outubro de 1581 e foi canonizado em 1671.
http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=105
São Luís Bertrán, Confessor

Local nascimento Valência, Espanha
Ordem Dominicana (Confessor)
Espiritualidade Ingressou na Ordem dominicana contra a vontade paterna. Após ser ordenado sacerdote aos 23 anos passou a ser mestre de noviços. Pediu licença aos superiores e foi pregar aos índios do Novo Mundo. Lá esteve por sete anos evangelizando regiões americanas que hoje pertencem à Colômbia. Converteu e batizou muitos milhares de indígenas, correndo nesse apostolado grandes riscos: chegou a ser envenenado por duas vezes e em quatro outras ocasiões esteve muito próximo de receber o martírio. Retornando à Espanha, foi eleito superior em três conventos de sua Ordem. Procurou restaurar a disciplina tradicional e aplicar as regras do Concílio de Trento em todos os membros dos conventos. Despertou com isso muitas antipatias, e chegou a colocar, à maneira de desafio, à porta de sua cela, um letreiro com as palavras do Apóstolo São Paulo: "Se quisesse agradar aos homens eu não seria servo de Cristo". Ainda por sete vezes exerceu as funções de mestre de noviços. Por suas mãos de formador experimentado passaram centenas de jovens, muitos dos quais tiveram causas de beatificação introduzidas.
Local morte Espanha
Morte No ano de 1581
Fonte informação Webcatolica
Oração São Luiz Bertrán que a tantos convertestes, que olhastes a cada jovem como um futuro missionário de Nosso Senhor, olhai também benignamente todo o nosso clero, todas as desordens que possam existir dentro de nossa sociedade e na própria Igreja. Concedei a todos os missionários intensa luz e uma vida de santidade para que possam convencer muito mais do que multiplicadas palavras. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Devoção À disciplina, ordem, e tradição
Padroeiro Dos reformadores
Outros Santos do dia são Denis (invocado em dores de cabeça e possessões diabólicas); São João Leonardo, Maria Soledade (fund); Tomás de Vilanova (bispo); Eulâmpio e Eulâmpia (virgem); (irs); Claro (bispo); Venãncio, Daniel, Samuel, Ángelo, Leão, Nicolau, Hugolino, Gereção, Alderico, Basiano, Vitor, Cássio e Florêncio (márts); pinito, Paulino, Cerbônio (bispo); Teófilo (monge); Zacarias (conf.).
FONTE: ASJ EM 2015

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Bem-aventurado Raimundo de Cápua - 05 de Outubro

Mestre Geral da Ordem dos Pregadores

Nascimento - cerca de 1300 em Cápua, Nápoles Reino de Nápolis

Morte - 5 de outubro de 1399 em Nuremberg, Alemanha – Sacro Império Romano

Beatificação - 1899 por Leão XIII

Raimondo delle Vigne (Cápua, 1330 — Nuremberga, 1399) foi um religioso italiano, entrou na Ordem dos Pregadores em 1350, em Bolonha. Foi diretor espiritual de Santa Catarina de Sena, tendo sido ainda professor e prior em vários conventos. Exerceu os cargos de provincial na Lombardia e em 1380 mestre geral da Ordem. Sua festa litúrgica celebra-se a 5 de Outubro.

Primeiros tempos na Ordem

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Beato Tomás de Florência - 31 de outubro


Era um irmão leigo franciscano. Levou antes de sua conversão uma vida de vícios. Mas a graça de Deus o levou a ser admitido no convento de frades da observância de Fiésole.
Em 1414, frei João de Stroncone estabeleceu a reforma dos observantes no reino de Nápoles e tomou Tomás por companheiro. Combateu com os hereges e fundou, ao mesmo, tempo vários conventos, sobre os quais São Bernardino lhe deu autoridade. Quando o beato tinha quase 70 anos foi à Etiópia, onde foi maltratado, junto com seus companheiros, pelos turcos. Foi salvo de morrer em mãos dos muçulmanos (que já o tinham apressado e condenado a morrer), pelo Papa Eugênio IV. O Beato que não podia consolar-se de que Deus não tinha aceito o sacrifício de sua vida, partiu em 1447 a Roma para pedir permissão de voltar para oriente a pregar, sem tomar em sua conta avançada idade. Durante a viagem caiu doente e morreu em Rieti, em 31 de outubro de 1447. Não chegou a ser canonizado. Seu culto foi aprovado em 1171. Em vida realizou muitos milagres e também depois de seu falecimento.

São Wolfgang - 31 de outubro


924-994
Bispo (924-994)
No final do século I, surgiu o novo contorno político dos países da Europa. Entre os construtores desse novo mapa europeu, está o bispo são Wolfgang, também venerado como padroeiro dos lenhadores.
Nascido no ano 924, na antiga Suábia, região do sudoeste da Alemanha, aos 7 anos foi entregue à tutela de um sacerdote. Cresceu educado por beneditinos, no Convento de Constança. Considerado um exemplo, nos estudos e no seguimento de Cristo, era muito devoto da Eucaristia e tinha vocação para a vida religiosa.
Saiu do colégio em 956, sem receber ordenação, para ser conselheiro do bispo de Trèves, cargo que associou ao de professor da escola da diocese, onde arrebatava os alunos com sua sabedoria e empolgante maneira de ensinar.
Com a morte do bispo, em 965, decidiu retirar-se no mosteiro beneditino da Suíça. Três anos depois, terminado o noviciado, ordenou-se sacerdote e foi evangelizar a Hungria. Na época, esses povos bárbaros tentavam firmar-se como nação, mas continuavam a invadir e saquear os reinos alemães, promovendo grandes matanças de cristãos.
Wolfgang foi bem aceito e iniciou, com sucesso, a cristianização dos húngaros, organizando esses povos a se firmarem na terra como agricultores. Assim, começou a mostrar seu valor de pregador, pacificador e diplomata político também. Pouco tempo depois, em 972, era nomeado bispo de Ratisbona.
Ratisbona, cidade da Baviera, cujos vales dos rios Reno e Naab ligam as terras da Boêmia, que dependiam daquela diocese, ou seja, do bispo Wolfgang. Lá, ele, novamente, foi mestre e discípulo, professor e aprendiz. Mas foi, principalmente, o grande evangelizador e coordenador político. Caminhava de paróquia em paróquia dando exemplos de religiosidade e caridade, pregando e ensinando a irmãos, padres e leigos.
Sua fé e dedicação ao trabalho trouxeram-lhe fama, e até o próprio duque da Baviera confiou-lhe os filhos para educar. Foi a atitude acertada, porque Henrique, o filho mais velho do duque, tornou-se imperador da Baviera. Bruno, o segundo filho, foi bispo exemplar, como seu mestre. A filha, Gisela, foi um modelo de rainha católica na história da Hungria. E finalmente, a outra filha, Brígida, tornou-se abadessa de um mosteiro fundado pelo bispo Wolfgang.
Mas esse não foi o único mosteiro que criou, foram vários, além dos restaurados, das igrejas, hospitais, casas de repouso e creches, também fundados e administrados sob sua orientação. Sua visão evangelizadora era tão ampla que passava pelo curso político da história. Assim, surpreendeu os poderosos da época e até os superiores do clero quando decidiu separar da diocese de Ratisbona as terras da Baviera, para criar uma nova, com sua sede episcopal em Praga. Apesar das reclamações, agiu corretamente e fundou a diocese de Praga, que, em 976, teve seu primeiro bispo, Tietemaro, depois sucedido pelo grande santo Alberto, doutor da Igreja.
Desse modo, robusteceu a missão evangelizadora e o cristianismo firmou raízes nas terras germânicas. Em 974, devido à luta entre Henrique II da Baviera e o imperador Oto II da Alemanha, refugiou-se num mosteiro em Salzburg. E não perdeu tempo, erguendo, ali perto, uma igreja dedicada a são João Batista, que depois foi aumentada, reformada e, em sua memória, recebeu o seu nome.
Wolfgang fazia uma viagem evangelizadora pela Áustria quando adoeceu. Morreu alguns dias depois, em Pupping, no dia 31 de outubro de 994. Foi canonizado, em 1052, pelo papa Leão IX. A festa de são Wolfgang, celebrada no dia de sua morte, é uma das mais tradicionais da Igreja, especialmente entre os povos cristãos de língua germânica.
Fonte: Paulinas em 2015